Livrai-nos de mais impostos, amém!

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Ciça[1]Pode soar cômico, senão fosse trágico nosso atual sistema tributário. Para sobreviver a esta selva legislatória, somente com muita oração. É desesperançoso ver tanto ser cobrado, e tão pouco ser retornado. Sim, vivemos em uma sociedade organizada representada pelo Estado e com tal organização necessitamos prover recursos para a vida em comunidade. A questão porem que nos tira o sono é a ineficiência da gestão publica face a enorme arrecadação.

Ao fazermos uma simples analise em sistemas de outros países, e a reduzida quantidade de tributos, é de indagarmos de o porquê nossos legisladores simplesmente não deram “Control C” “Control V” e passássemos a imitar não só a moda ou alguns costumes, mas aquilo que também nos beneficia como a simplificação tributaria.

Atualmente, é possível afirmar que a grande maioria dos empresários brasileiros, mal sabe quanto efetivamente paga de tributos e quanto isso impacta na sua formação de preço. Não obstante, não é de se admirar vendo a quantidade de tributos criados com fachadas piedosas e fins inescrupulosos. Em uma crise política, ouvimos sussurros sobre aumento de impostos, e por vezes, em meio ao cenário caótico das contas publicas quase nos convencemos de que realmente seja necessário, um ajuste aqui outro ali. Mas a verdade é que de longe, precisamos de mais tributos para soluções da crise política, pelo contrário, é justamente a excessiva carga tributária, que agrava o cenário atual.

A insegurança jurídica da legislação impede o crescimento e investimento, de grandes companhias, e do inicio de muitos projetos empresariais, que acabam ficando apenas no papel. O cumprimento das obrigações acessórias, redundantes e imprecisas que se pratica, é absurdamente complexo e desnecessário.

É necessária uma revisão de toda cadeia legal, e de uma unificação de impostos, com redução da carga tributária, para que o país cresça e vejamos resultados do que contribuímos rigorosamente. Se não houver mobilização não haverá mudança, mas não podemos cobrar postura ética e caráter de quem administra nossas finanças, se apoiamos a sonegação e ficarmos sempre de justificação e terceirização de culpa, pelas lacunas do país, a responsabilidade também é nossa.

Pedro André Dias

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